Meu filho não fala: entenda os sinais de alerta para atraso de linguagem

O surgimento tardio de linguagem, quando seu desenvolvimento está abaixo do esperado para a idade, mas não é justificado por outras deficiências ou atrasos em outras áreas (como cognitivo ou motor). Ele pode ser dividido entre: 

  • Atrasos expressivos: Quantidades de palavras abaixo do esperado, e podem ter atrasos na organização e estrutura de frases. 
  • Atrasos mistos – receptivo e expressivo: Além dos atrasos acima, a criança também tem dificuldades na compreensão de linguagem.

Estima-se que 10% a 20% das crianças de 2 e 3 anos possuem atraso de linguagem, chegando a 23% quando os pais também foram falantes tardios. A taxa também é mais alta na população de gêmeos em idade infantil, com proporção maior em gêmeos monozigóticos (48%) em comparação com gêmeos dizigóticos (32%).

A aprendizagem de linguagem acontece desde o primeiro choro da criança, passando pelos balbucios e palavras até chegar nas frases. Consideramos atraso quando a criança não adquire as habilidades necessárias para sua idade, com maior prejuízo quando segue sem conseguir produzir 6 meses após o marco de desenvolvimento.  

Abaixo estão listados os sinais de alerta para atraso de linguagem:

Tá, mas o que tem de errado começar a falar mais tarde? 

Como cada coisa tem seu tempo, ter o desenvolvimento atrasado aumentam os riscos para dificuldades de linguagem e alfabetização, pesquisas mostram que 1 em cada 5 crianças que demoraram para falar continuaram com dificuldades de linguagem até os 7 anos. Sem contar que, intervir cedo pode ser a chave para casos de transtorno do espectro do autismo, deficiência intelectual, transtorno de déficit de atenção/hiperatividade ou outras síndromes que se manifestam inicialmente com atraso na fala. Para estes casos em específico, agir cedo fará toda a diferença nas habilidades futuras.

Fatores de risco para atraso de linguagem:

  • Bebês e crianças com atraso motor;
  • Prematuros e/ou com baixo peso ao nascer;
  • Baixo status socioeconômico familiar;
  • Uso de telas para crianças menores de 18 meses;

Como funciona a avaliação e terapia fonoaudiológica:

Num mundo ideal, onde todos os profissionais de saúde entendem sobre desenvolvimento de linguagem e fazem monitoramento periódico, a criança é acompanhada desde o nascimento e os pais são orientados sobre as melhores maneiras de estimular no dia a dia.

Ainda neste mundo mágico, os profissionais de saúde e educação se conversam frequentemente, de modo que assim que uma criança dá sinais de atraso, ela é encaminhada para avaliação com um fonoaudiólogo, que investigará com maior afinco as habilidades comunicativas e interação com os pais. 

Voltando para o mundo real, a maioria das crianças chegam após os pais perceberem que seu filho não se comunica como os colegas de turma, sempre com mais perguntas do que respostas. Aqui no Família Brincante, propomos sempre uma primeira conversa de acolhimento e escuta. Depois de sanar todas as dúvidas, iniciamos a avaliação de maneira lúdica, sempre respeitando os limites da criança, e identificando com protocolos validados todas as habilidades necessárias. Os pais participam e colaboram em todo o processo.

A avaliação mostra se o atraso é expressivo ou misto (aquele que falamos no começo desse texto), e a terapia será baseada nas dificuldades encontradas, mas feita SEMPRE de maneira lúdica, pensando na comunicação cotidiana e respeitando a família e a criança. Se precisar de exames complementares, é nesta etapa que montamos os encaminhamentos necessários.

Nossa abordagem, especificamente, é centrada na criança e na família, então nossos objetivos são trabalhados em brincadeiras, as famílias recebem apoio e orientações personalizadas, de acordo com a rotina de cada um, e acompanhamos também a criança em outros locais, como escola ou outras terapias. 

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